Não sei o que acontece
Nem o que virá
Só sinto que vem a vida
Aquela que sempre veio
Levando-me a algum lugar.
Já nem tudo é o mesmo
Mesmo que às vezes pareça
E ainda quero me lembrar
Antes que esqueça
Que estou aqui
E o que vier
Que aconteça!
Já não conto aviões para fazer pedidos
E já sabia que isso nem era verdade
Mas enquanto acontecia
Era realidade
Mesmo que de mentirinha,
Completava minha alegria
De estar ali...
Olhando o céu
E quantos olharam também...
E contaram junto comigo!
Tudo o que veio
De alguma forma
Fez sentido
Se não, o que é de hoje
Não estaria em meu abrigo.
E essa mania de ser
Sempre insiste em refazer
E acontece do vento soprar
O céu se abrir
E sempre, por dentro
Tocando em volta
Aquela música de existir.
Fantasias
Vislumbres...
E também o que é real
Tudo junto está aqui
Formando o que é natural.
Abrir os olhos, acordar...
E nunca mais vi aquela estrela cadente
Que caiu naquele dia
Em que o azul era perfeito
E outra presença, presente...
E pedi
Pedido junto...
Um pedido que ainda me lembro
E sim, durante algum tempo foi verdade.
E ainda é... Mesmo que tenha mudado.
E a música continua
Às vezes de forma mais lenta
Mas tocante
Às vezes rápida, barulhenta
E mesmo assim, acalenta.
Um dia
Quem sabe eu ainda guarde
Algum outro avião
Tudo pode vir... Não é mesmo?
Só sei que os que guardei
Estão aqui, dentro do coração
Bem guardados
Junto de tudo aquilo que ainda está
E aconteça o que acontecer
Não jogarei fora
Não abrirei mão...
Fazem parte de um tesouro
Que aqui dentro
Enriquecem com mais uma nota
Uma longa canção.
(Para todos aqueles que pelo menos uma vez, guardou cem aviões para fazer um pedido. Daquele jeito que só quem contou sabe. É claro que era só mais uma mentirinha, mas pra gente, era divertido. Com certeza, não foi por causa dos cem aviões e nem da estrela cadente, mas na época, o meu pedido se realizou.)
Thais Martins
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