Não é apenas fechar os olhos. Longe isso, longe disso... É como piscar quando se sente muito sono
e desejar mais que tudo poder adormecer. Sem pensar no que está se passando... Apenas a vontade de fechar os olhos e deixar-se embalar em sonhos inesperedos... Que no outro dia só servirão de perguntas, dúvidas, saudade e aquela verdade incerta de que nem serão lembrados.
Na calada da noite ou mesmo em plena luz do dia, podes sentir o recomeço e até mesmo o começo, daquilo que nem pensava que existia. E derrepente, desmanchando-se em certezas mais insanas, tudo o que havia dito começa a fazer sentido... Como se tivesse aprendido tudo outra vez, no momento em que mais queria...
E é aí que sinto como estou errada.
Vejo como tudo se movimenta. E o que eu pensava, antes tão certo, se dissolve em brisa, que me cobre e corre, para quem sabe um dia... voltar.
Passa-se sonhos e pensamentos, sentidos, movimentos... A história do que vai acontecer não interessa. Mas o que se passa agora merece estar aqui, acontecendo... Em frente aos olhos e tocando em todos os sentidos. Desde o olhar mais puro até o toque desajeitado de sentimentos, alegrias que são somente alegrias, e por isso mesmo, únicas e desejadas. Que com um simples toque podem causar arrombos e construções inabaláveis.
Ainda aqui e no desejo de voar... Mais um pensamento solto em palavras, às vezes nem ditas, mas inventadas... já que todas são inventadas mesmo... Um dia tiveram que ser ditas pela primeira vez. Nasceram.
E que coisas são essas mais sem sentido que estou dizendo? Tudo sem ligação alguma. Incoerência... incoerência.
Mas é o que pediu pra sair. Então, não posso fazer nada além de abrir a porta e por um gesto de liberdade, deixá-las correrem.
Se nada disso tem significado... Tudo bem. Não foi feito com sentido mesmo. E daí? Apenas um dizer... Só isso. E não me importo se parecem um nada. Mas acredito. E isso vale.
E reticências. Não acabou...
Thais Martins
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