Ela está vestida em cores. Com cores ou sem cores como quase sempre. Seu vestido azul voa sem ser notado, voando pela brisa... Aqui onde muitos pensam estar acordados. E onde muitos olhares não notam sua beleza.
Quase não a vejo sorrindo e quando sorri é estranho. Como se sorrisse dentro de quem vê. Eu gosto disso.
E seus cabelos, de um vermelho bem escuro, sombra... Sombra... Não caem leves e parecem grudados. Mas completam seu "parecer". E ela parece consigo mesma, do que é formada por tudo que houve. Por sua vida que não sei e não vejo, mas percebo em parte quando está aqui.
Tem dias que ela vem como fera. Mansa... mansa, não fala com ninguém. Mas seu "parecer" abala e encanta sem dizer. Assim mesmo... como vejo e verei.
Muitos contradizem meus pensamentos e enxergam em seu rosto apenas marcas de um ser. Como se aquilo não valesse a pena e fosse apenas isso mesmo. Mas é... Tudo é "isso mesmo", mas um tudo de cada um... Um belo de cada belo, único em si mesmo entre tudo que existe.
Mistura de marcas, cores, olhares sem olhar, pensamentos... Será que a vejo pensar? Não sei... Mas ela pensa e é um enigma que não sei dizer.
Um óculos caído sobre o colo, pendurado num colarzinho de bolinhas de mentira que parecem pérolas. Mas não são. Mesmo que para mim sejam. E tudo junto, separado, numa coisa que dizem ser extravagante e às vezes "incomum" para sua idade que parece ser avançada... Fica belo...
Não consigo descrever sua face. Estranho, estranho... como dizem ser. É "feio", mas é belo. Bela como ela só...
Não direi seu nome, tudo está em seu "estar".
Thais Martins
legal
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